Lembro-me do seu olhar carente
Que sorria ao me ver,
Da sua idosa distração
Com as pessoas e o nada,
Dos seus créditos,
Descréditos, ao som do jogo do Vasco.
O cheiro da loção de barbear ainda está aqui,
E estará aqui até nos encontrarmos novamente.
Não consigo esquecer
Seu amor não demonstrado,
Seu orgulho escondido e imaculado,
Das nossas distrações de sexta à noite,
E dos encontros e desencontros
A beira do meu caminho.
Sua barba me arranhava
E quando eu reclamava você apenas sorria,
Quando eu debochava da sua pele enrugada,
Você dizia que um dia eu ficaria assim...
Maldito câncer, com depressão e falta de amor!
Agora,
Sentirei saudades do que nunca foi meu,
Irei te procurar inutilmente no banco da idade,
Porque você não estará mais lá.
As empadas congeladas
Nunca mais terão o mesmo sabor...
Boa noite, e durma com os anjos!
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
confusão e bebedeira.
não sei se deveria, mas ainda sim sinto sua falta.
isso é certo? eu não sei, mas eu gosto.
vc pode ser tudo, mas só uma coisa me importa.
se vc quiser pode ser o vazio que me preenche,
pode ser o intolerante que me tolera...
poderia ser meu,
poderia ser seu...
deveria poder várias coisas,
se não fosse o erro de ser guiado pelo medo.
SEJA VC E ME FAÇA FELIZ!
isso é certo? eu não sei, mas eu gosto.
vc pode ser tudo, mas só uma coisa me importa.
se vc quiser pode ser o vazio que me preenche,
pode ser o intolerante que me tolera...
poderia ser meu,
poderia ser seu...
deveria poder várias coisas,
se não fosse o erro de ser guiado pelo medo.
SEJA VC E ME FAÇA FELIZ!
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
o falar com melodia.
"Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido..."
Letra João e Maria de Chico Buarque
(Obrigado, Aline.)
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido..."
Letra João e Maria de Chico Buarque
(Obrigado, Aline.)
terça-feira, 31 de agosto de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Conflitos inacabados I
De tanto sofrer me habituei à solidão,
Cai na rotina de ser só, e acostumei.
Sei que tenho alguém e alguém me tem,
Mas não sei ser do outro, sei ser só.
Sei ser só solitário acompanhado,
Sei ser só de mim mesmo,
Sei ser só personagem ideal.
Quando encontro alguém,
Me deparo com o novo,
E isso me causa medo desprovido de desejo.
Tenho medo de me magoar,
Me permitir ser feliz,
Não permite me doar por completo...
Cai na rotina de ser só, e acostumei.
Sei que tenho alguém e alguém me tem,
Mas não sei ser do outro, sei ser só.
Sei ser só solitário acompanhado,
Sei ser só de mim mesmo,
Sei ser só personagem ideal.
Quando encontro alguém,
Me deparo com o novo,
E isso me causa medo desprovido de desejo.
Tenho medo de me magoar,
Me permitir ser feliz,
Não permite me doar por completo...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Pontos em desordem.

Cansei de gritar e implorar,
Chega, não quero mais saber se é certo ou não.
Cansei de ficar aqui,
De ser eu mesmo,
Com todas essas responsabilidades que não são minhas,
Amigos que são apenas conhecidos,
Cansei de sentir falta de amigos a todo momento
E não poder gritar porque seria em vão.
Cansei de buscar nas pessoas aquilo que eu desejo ser,
Ninguém é bom o bastante,
Ninguém é o normal o bastante.
Eu sinto sua falta, preciso de você,
Mas você não sente o que eu sinto.
Você não me vê mais como antes e eu também não sou o mesmo,
Queria a liberdade,
Pois é, eu quero ser liberto desses sentimentos fictícios,
Dessa loucura inventada,
Falsa, fedida e que ninguém enxerga.
Quero o meu amor aqui,
Não aquele que me enoja, enjoa e me excita
Mas aquele que é simples, lindo e livre.
Quero aquele que eu posso contar,
Por que eu sei que posso.
Aquele de macho fêmea, negro avermelhado,
O amor que não tem sexo,
O que me ajuda, e ri comigo dos perigos excitantes da vida.
Quero a boêmia, quero samba e rock and roll,
Quero arcos, sexo e declarações de amor,
Quero sentir o perigo do seu sangue e logo apos a dor da solidão,
Quero o é que tudo e não é nada,
Quero apenas a distração de uma noite falsa,
Com um boquete sujo e sem amor ao final dela.
Quero te esquecer
Para não ter que lembrar.
Eu sei que... que.
Cansei de gritar e implorar,
Chega, não quero mais saber se é certo ou não.
Cansei de ficar aqui,
De ser eu mesmo,
Com todas essas responsabilidades que não são minhas,
Amigos que são apenas conhecidos,
Cansei de sentir falta de amigos a todo momento
E não poder gritar porque seria em vão.
Cansei de buscar nas pessoas aquilo que eu desejo ser,
Ninguém é bom o bastante,
Ninguém é o normal o bastante.
Eu sinto sua falta, preciso de você,
Mas você não sente o que eu sinto.
Você não me vê mais como antes e eu também não sou o mesmo,
Queria a liberdade,
Pois é, eu quero ser liberto desses sentimentos fictícios,
Dessa loucura inventada,
Falsa, fedida e que ninguém enxerga.
Quero o meu amor aqui,
Não aquele que me enoja, enjoa e me excita
Mas aquele que é simples, lindo e livre.
Quero aquele que eu posso contar,
Por que eu sei que posso.
Aquele de macho fêmea, negro avermelhado,
O amor que não tem sexo,
O que me ajuda, e ri comigo dos perigos excitantes da vida.
Quero a boêmia, quero samba e rock and roll,
Quero arcos, sexo e declarações de amor,
Quero sentir o perigo do seu sangue e logo apos a dor da solidão,
Quero o é que tudo e não é nada,
Quero apenas a distração de uma noite falsa,
Com um boquete sujo e sem amor ao final dela.
Quero te esquecer
Para não ter lembrar.
Eu sei que... que.
Chega, não quero mais saber se é certo ou não.
Cansei de ficar aqui,
De ser eu mesmo,
Com todas essas responsabilidades que não são minhas,
Amigos que são apenas conhecidos,
Cansei de sentir falta de amigos a todo momento
E não poder gritar porque seria em vão.
Cansei de buscar nas pessoas aquilo que eu desejo ser,
Ninguém é bom o bastante,
Ninguém é o normal o bastante.
Eu sinto sua falta, preciso de você,
Mas você não sente o que eu sinto.
Você não me vê mais como antes e eu também não sou o mesmo,
Queria a liberdade,
Pois é, eu quero ser liberto desses sentimentos fictícios,
Dessa loucura inventada,
Falsa, fedida e que ninguém enxerga.
Quero o meu amor aqui,
Não aquele que me enoja, enjoa e me excita
Mas aquele que é simples, lindo e livre.
Quero aquele que eu posso contar,
Por que eu sei que posso.
Aquele de macho fêmea, negro avermelhado,
O amor que não tem sexo,
O que me ajuda, e ri comigo dos perigos excitantes da vida.
Quero a boêmia, quero samba e rock and roll,
Quero arcos, sexo e declarações de amor,
Quero sentir o perigo do seu sangue e logo apos a dor da solidão,
Quero o é que tudo e não é nada,
Quero apenas a distração de uma noite falsa,
Com um boquete sujo e sem amor ao final dela.
Quero te esquecer
Para não ter lembrar.
Eu sei que... que.
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