terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Confissões para um ser inanimado

Nunca acreditei em você, por mais que tentassem provar sua existência nunca conseguiram e eu também nunca cai nessa. Mas acho que sem você a vida perderia o sentido, precisamos nos apoiar e confiar em algo, mesmo que seja em mitos retrógrados, e isso pouco importa na verdade.
Durante muito tempo eu me cobrei e tentei mudar sentimentos imutáveis, falha na certa. Pensei que estava sozinho, mas você sempre esteve ao meu lado, me guardando e me protegendo. Descobri com o tempo que você não é a personificação do diabo, as pessoas são, a sociedade é, e eles te colocam características e conceitos humanos.
Sabe, durante muito tempo eu quis tentar entender aquilo que só eu conseguia explicar, às vezes é difícil definir o inexplicável, entendi que tudo que preciso está em mim, você está em mim, posso dizer que sou você, ou você sou eu. Parece matemática, mas sem números, somente com a regra: “a ordem não altera o resultado”. Pois é, você é aquilo que eu quero que você seja, porém nem sempre você tem a chance de se explicar e mostrar a todos que bom e o livro é apenas papel.
Eu sei que mesmo sendo todos os meus defeitos, você me ama e me quer ao seu lado. Sei que posso ser qualquer coisa e você vai me amar sempre. Sou o que você quer que eu seja, sou um pouco de você também. Não sou ninguém, no máximo serei um clichê social que deseja entender o céu ao olhar para ele.
Obrigado por me amar, senhor!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sem querer, quase.

Não vou esmurrar a ponta da faca

Pretendo deixar como está,

Cada coisa em seu lugar

E eu no lugar de sempre

Como sempre.

Eu sempre quis. Desejei tudo e todos mesmo sem querer, sem poder ter.

Já quis seres inventados, mas me decepcionei ao perceber que eles não são reais.

A felicidade me consome, a futilidade me alimenta e o egoísmo? Esse parasita me devora!

Sou devoto das minhas escolhas. Sou fiel à solidão, momentânea ou não.

Sou obrigado a carregar sentimentos, me deram essa função, esse é o barato do humano.

Vamos lá, quero viver! Vamos lá...

domingo, 31 de outubro de 2010

Eu fico feliz quando penso que o homem difere dos bichos e das plantas porque pode amar sem reproduzir - embora o Papa não goste disso. O homem transa por prazer. Então, pode ser homem com homem, mulher com mulher, com diafragama, com pílula, com o que for… Homossexualismo é assim uma coisa normal. E o hetero, e o bissexualismo. O homem pode amar independente do sexo, porque ele não é bicho, não é planta. Se o cara não quer, não sente atração, tudo bem. Mas não tem esse negócio de regra geral quando se fala de amor. Quando pinta tesão, estou com Tim Maia e Sandra de Sá: "vale tudo", mesmo!

Cazuza

sábado, 30 de outubro de 2010

A minha ideologia é a da mudança. Nada de partido político. É a coisa de mudar o Brasil, em qualquer dimensão. Eu não tenho partido, sério. Mas estou com as pessoas que podem mudar alguma coisa, dou a maior força. Sou socialista por vocação, por natureza, por amor mesmo. Porque acho que o socialismo está no meio, está entre o comunismo ditatorial e o capitalismo selvagem, num ponto onde a iniciativa privada pode dar alguma coisa também

Os problemas do Brasil parecem ser os mesmos desde o descobrimento. A renda concentrada, a maioria da população sem acesso a nada. A classe média paga o ônus de morar num país miserável. Coisas que, parece, vão continuar sempre. Nós teríamos saída, pois nossa estrutura industrial até permitiria isso. O problema do Brasil é a classe dominante, mais nada. Os políticos são desonestos. A mentalidade do brasileiro é muito individualista: adora levar vantagem em tudo.

Educação é a única coisa que poderia mudar este quadro. Brasileiro é grosso e mal-educado, porque não pensa na comunidade, joga lixo na rua, cospe, não está nem aí. Este espírito comunitário viria com a cultura. Acho que o socialismo talvez possa trazer este acesso maior à cultura de massa. Fazer como o Mao Tsé-tung fez com a China. Educar todo mundo à força. Temos que estudar, ler, ter acessos a livros.

Cazuza

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

[?]


Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta. A gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto… Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

John Lennon

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sono, sexualidade e religião.

Esses dias minha mãe disse: Igor, não importa quais sejam suas escolhas e consequências, o importante é ser feliz e viver nessa e por essa vida. Você pode casar-se com uma mulher e ser feliz, ou você pode casar-se com um homem e ser muito feliz. Você pode sim, ser um companheiro leal, amigo e dividir sua vida com alguém! Sexualidade? Apenas um detalhe! Céu e inferno? Seja feliz Nessa vida, porque se tudo que os religiosos dizem que é pecado e abominação levar ao inferno, nós vamos juntos, afinal eu também peco e gosto muuito! (risos)
E no final de tudo o que realmente importa?! A FELICIDADE, meu amor!



Mãe linda, obrigado por tudo!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Vagos sem razão.


E faremos tudo como se fosse nossa ultima noite,
Me agarro em suas coxas, como o fim de uma suposta separação.
Nesse momento somos a mistura de secreção, libido, e desespero.
Pensar em te perder, me remete a um caminho destroçado,
Onde as escolhas e consequências do passado desfilam sobre duas rodas.
Não aguento mais o prazer de te amar,
E sob o cansaço do desejo, molhado de suor, peço que não me procure.
O sol nasce lá fora, e continuamos entrelaçados.
Após as juras de amor ditas em silencio, eu vou embora.
Adeus, amor!